Categoria "Comportamento"

Apaixone-se por você todos os dias

Em 12.12.2016   Arquivado em Comportamento

Que tal acordar e pensar em você primeiro? Colocar aquela música que te deixa feliz e sair pela casa de camisola dançando e cantando sem se importar com nada?

Já pensou em ir na banca de revista, comprar aquela sua revista favorita? Ou tomar café lendo um livro, ouvindo a rádio, ou não sei, vendo o noticiário da manhã, talvez? Colocar os podcasts em dia?

Que tal ir no cinema sozinha? Shopping? Bar? Balada? Curtir sua própria companhia?

Saiba que não é egoísmo, pensar em si primeiro. Muito menos se valorizar uma vez ou outra, ou sempre. Não é egoísmo colocar-se em primeiro lugar. Não é! É saudável e todos nós precisamos disso, sempre. Tire todos os dias para si. O que é que tem? Você não precisa está sempre à disposição dos outros, fazendo tudo o que eles pedem e desejam, deixe isso um pouco de lado. O engraçado é que para suas coisas sempre há uma desculpa, não é? É eu sei.

Apaixone-se por você, todos os dias. Ame sua companhia, seu cabelo, sua cor, seu sabor. Se presenteie. Conheça os seus defeitos e se quiser, só se quiser, mude.

Saiba o seu limite. Se toque. Declare um dia de beleza em casa, se cuide!

Os outros podem esperar, ou amar a si também, rs. 

É legal e bonito está a disposição para ajudar o próximo, mas sua sanidade mental é mais importante e não possui remédio melhor para isso do que o amor próprio. Dê uma pausa. Peça os outros para esperarem ou quem sabe fazer o que quer que seja sozinhos.

Vai ser feliz! Viaje. Descubra-se. Não espere que um outro alguém te complete, sua outra metade é você!

Estarei torcendo daqui, sempre. 

 

Se eu me aceitasse desde criança

Em 01.08.2016   Arquivado em Comportamento, Textos

Se eu me aceitasse desde criança, saberia desde cedo que o amor próprio é essencial para uma vida feliz. Nenhum comentário negativo sobre o meu corpo, rosto ou cabelo me afetaria, entraria por um ouvido e sairia por outro. Se eu me aceitasse desde criança, ninguém iria me fazer chorar. Não iria sofrer porque meu cabelo não é igual ao das coleguinhas do colégio.

Se eu me aceitasse desde criança, não teria que alisar o cabelo. Nem teria que passar horas tentando deixá-lo do jeito que a sociedade diz ser bom. Pouparia as lágrimas, o sofrimento e a frustração. Pararia de me esconder dentro da caixa do medo e insegurança.

Mas quando criança, eu não me amava. Me achava feia. Odiava meu nariz, meu cabelo, minha voz, minha testa, meu corpo, meu tamanho, meu pé. Quando alguém dizia que eu era feia, eu acreditava e começava a chorar. Eu queria ser como aquela moça da novela, ela era linda, eu não. Ninguém tentava provar o contrário, ninguém me fazia acreditar em mim mesma.

Com todo esse sentimento negativo tomando o meu ser, minha timidez foi aumentando e tinha medo de me expressar em publico, pois achava que ninguém daria ouvidos. Eu me achava insignificante e odiava minha voz. Mas eu tinha que fazer alguma coisa para me sentir bem, tinha que arrancar essa sensação ruim do peito.

Passei a descontar toda essa frustração nas roupas, quanto mais curto mais bonito, mais atenção eu teria, mais pessoas gostaria de mim. Alisava o cabelo, quanto mais liso mais lindo, mais atenção eu teria, mais pessoas gostaria de mim. Eu já não estava sendo eu, era alguém que eu não reconhecia.

Se eu me aceitasse desde criança, ninguém iria me fazer sofrer, eu iria entender que sou linda do jeito que sou e que cada um tem a sua beleza. Se eu me aceitasse desde criança iria saber o verdadeiro significado de amor próprio e o quanto ele faz bem.

Mas acho, que tudo isso foi necessário para que hoje eu me ame mais do que tudo no mundo. Para que eu me respeite e me sinta bem do jeito que estou agora. É preciso passar por experiências ruins na vida, para valorizarmos e agarramos os momentos bons, com toda a força, há um ditado que diz quase isso e eu acredito nele.

E se você se aceitasse desde criança? Como seria?

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