Ela é uma confusão e ele a ama

Em 09.10.2017   Arquivado em Textos

Ela às vezes sente-se um peixe fora d’água, tenta entender tudo o que acontece em sua vida. Parece que as decisões tomadas são tão precipitadas e por isso, tão erradas.

Às vezes vem uma vontade de fugir de seu corpo, de sair correndo por aí. Abraçar o mundo. Gritar pelas esquinas. Mandar flores pro delegado. Beijar o português da padaria. Queria viver em uma música às vezes, aquelas que só de ouvir derretem seu coração de tão quente que é, de tão boa.

Às vezes pensa que não se encaixa no espaço em que vive, que as pessoas em sua volta são tão diferentes dela. Ela queria morar em um espaço sideral, às vezes. Em um mundo onde todas suas fantasias se realizassem, em que todos os seus sonhos se concretizassem. Onde até a comida desejada aparecesse do nada. Viajar por aí, fazer um mochilão, conhecer todos os lugares possíveis.

Mas às vezes, ela só quer ficar quietinha, dentro do quarto atualizando suas séries. Ou sair por aí, beber todas, encher a cara e esquecer tudo o que aprontou no dia seguinte. Até seus amigos lembrarem com fotos e vídeos depois.

Ela é uma confusão, um mar de sentimentos incertos porém intensos. E ele ama essa confusão que só ela tem. Esse mistério, essa vontade de saber o que hoje ela vai querer fazer, ou onde amanhã ela vai querer está, desperta nele uma vontade de ficar para aplaudir todo esse espetáculo que não tem sinopse, nem acontecimentos previstos, apenas desejos e vontades aleatórias, mas que enchem o coração de amor.

E mesmo que ela acorde e diga que não quer mais saber desse romance, ele entenderia e a deixaria voar por aí. Para viver a vida do jeito que só ela sabe, livre.

Como foi sair da casa dos meus pais e mudar de cidade?

Em 29.09.2017   Arquivado em Comportamento, Textos

Imagem: Stocksnap.io

Não sei se comentei aqui com vocês, mas eu sair da casa de meus pais e de Salvador. Quem diria, a menina que não podia nem dormir na casa das amigas, por que os pais não deixavam afinal “você não tem cama em casa não?” eram os argumentos usados. O máximo que conseguia era dormir na casa de uma prima ou avó e olha lá. Parece que o jogo virou, rs.

Há quase três meses eu me mudei para o interior da Bahia (Vitória da Conquista), pois passei em jornalismo na UESB, lembro que quando soube da notícia fiquei extremamente feliz.

Lembro como se fosse ontem, eu estava sentada na sala de espera da minha antiga faculdade. Era noite e eu fui lá renovar minha matrícula. A fila estava enorme e quando quase chega minha vez de ser finalmente atendida, sinto o celular vibrar e era mensagem de meu irmão mais velho em um dos grupos da família, avisando que eu estava na lista de aprovados no vestibular. O coração acelerou de um jeito e eu sair de lá quase correndo, eufórica “como assim Brasil?” pensei. Eis que meu irmão liga para confirmar minhas dúvidas dizendo “parabéns caloura, você agora é universitária”. Sai ligando pra todo mundo depois disso. E a rematricula? Não fiz.

Eu voltei para casa quase chorando de alegria e as frases “vou ter que mudar de cidade, de novo!” “mas pelo menos é pública” “será que devo?” “isso seria uma mudança tão grande em minha vida” “ah vai Raffa se permita” “vou ter que deixar o trabalho” não saíam da minha cabeça.

O fato de mudar de cidade me assustou, pois eu sempre tive dificuldade em adaptação e Salvador já estava em meu coração. Quase 4 anos morando lá, aprendi de fato a amar aquela cidade e foi tão complicado e demorado isso acontecer. Fora que eu nunca sair da casa de meus pais, como disse ali em cima. E o fato da universidade está atrasada um semestre por causa de greves e paralisações (2017.1 foi começar em julho) também me fez pensar muito.

Muitas coisas me fizeram pensar e a cada dia surgiam mais.

Enfim, eu decidir encarar o futuro e sair da casa dos meus pais. No período entre Fevereiro até meados de Junho, foi tranquilo para mim, minha vida seguia normalmente, ainda trabalhava, só não estava mais estudando, pois decidi trancar a faculdade que estudava.

A ficha foi cair mesmo na segunda metade de Junho, quando percebi que faltavam poucos dias para a aulas começarem. Por ser uma pessoa extremamente ansiosa, emagreci quase 11kg mesmo comendo muito. Mas as pessoas ao meu redor me alegravam e me acalmavam, cada um de sua forma.

Foram tantas despedidas quentes e amorosas de pessoas que conquistaram um lugar em meu coração, que me faziam querer ficar e a saudade já se mostrava presente.

Em Julho, sair da casa dos meus pais e passei a morar com meu irmão mais velho e a namorada. Acostumar foi bem complicado, ainda estou nesse processo para ser sincera. No inicio, todos os dias chorava quando iria dormir, o arrependimento e a vontade de voltar aumentava a cada instante. Mas sei que tudo que eu sentia era/é saudade, pois pense em um sentimento que avassala o coração.

Hoje em dia estou mais tranquila, aprendendo a lidar com as mudanças e crescendo espiritualmente. Antes de mudar escutei a seguinte frase de um colega “você agora vai ter outra visão de mundo, sair da casa dos pais não é fácil, você vai crescer e amadurecer muito”. E é isso que estou tentando fazer, viver essa nova fase de forma mais leve e madura.

 

 

Esqueça os velhos amores

Em 13.09.2017   Arquivado em Textos

Pequena flor, eu sei que na maior parte da sua vida os velhos amores mentiram para você. Você passou por diversas desilusões amorosas né?! O coração já quebrou tantas vezes coitado, nem resta mais espaços para band-aids.

Eu sei que após passar por toda essa dor seu coração endureceu. Endureceu de um jeito que você não se permite mais tentar, não tem mais interesse em procurar no outro um aconchego, um amor para te dá sossego e mais felicidade.

Eu te entendo de todo o meu coração, mas posso te aconselhar da melhor forma que eu posso? Pare de ficar comparando os amores antigos, desgastados e ruins com novas aparições. Às pessoas são diferentes. Dê uma chance para você e para as paixões que surgem em sua vida. Talvez você esteja perdendo a chance de viver em um relacionamento saudável e próspero, porque seu coração está duro demais para se entregar.

Sei que os velhos amores te machucaram, mas de uma coisa eles serviram, te ensinaram a não aceitar metades e são elas que te magoam e mentem para você. Por isso mergulhe em pessoas inteiras, com corações inteiros, para compartilhar o seu todo, assim, como você merece. Se você quiser.

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